terça-feira, 1 de março de 2022

Onde o sonho da semana de 4 dias de trabalho já é realidade

 Homeopatia e a Arte da Cura

Onde o sonho da semana de 4 dias de trabalho já é realidade

Bélgica aprova que funcionários possam escolher entre trabalhar quatro ou cinco dias por semana.

 País não é o primeiro a colocar a proposta em prática. Esquema é discutido, elogiado e também criticado em outras nações.

Quatro dias de trabalho, três dias de descanso, mais tempo com a família e, de preferência, com o mesmo salário. Parece uma jornada semanal ideal para muitos trabalhadores e trabalhadoras. Segundo os defensores do esquema, ele promete não só mais satisfação, como também produtividade mais alta.

Desde terça-feira (15/02), a Bélgica entrou para o grupo de países que dão ao trabalhador a opção de distribuir sua jornada semanal por quatro ou cinco dias – sempre mantendo-se a mesma carga horária total. De acordo com o primeiro-ministro belga, Alexander de Croo, a intenção do projeto é tornar a economia mais dinâmica e melhorar a compatibilidade entre família e trabalho.

O chefe de governo frisa que a flexibilidade vai mais longe: a jornada semanal clássica belga é de 38 horas, mas o empregado term a opção de  trabalhar 45 horas numa semana e deduzir as sete horas adicionais na seguinte. O regime de quatro ou cinco dias é uma decisão do próprio trabalhador, que poderá renovar ou alterar o pedido a cada seis meses.

Veja a seguir outros países que já adotaram ou pensam em adotar a semana de trabalho de quatro dias.

Na Islândia, jornada abreviada

Entre 2015 e 2019, a Islândia testou, com 2.500 trabalhadores e trabalhadoras, um projeto semelhante ao que a Bélgica vai implantar. As jornadas semanais, no entanto, foram reduzidas de 40 horas para 35 ou 36, mantendo-se a mesma remuneração.

O estudo foi promovido e avaliado pela Associação de Sustentabilidade e Democracia (Alda) e pelo think tank britânico Autonomy. Sua conclusão foi que o bem-estar dos funcionários melhorou significativamente, os processos de trabalho foram otimizados e estabeleceu-se uma cooperação mais estreita entre os colegas. Em grande parte, a produtividade permaneceu idêntica ou até aumentou.

Concluída essa fase de testes, sindicatos e associações começaram a negociar a diminuição permanente da jornada de trabalho. Atualmente, cerca de 86% dos trabalhadores islandeses têm direito a uma semana de quatro dias.

Escócia e País de Gales: experiência custosa

A Escócia está atualmente em fase de testes com a semana de quatro dias. Como apoio, empresas que participam do projeto recebem do governo um aporte em torno de 10 milhões de libras esterlinas.

No País de Gales, a pauta está em discussão. A Comissária das Gerações do Futuro, Sophie Howe, fez reivindicações nesse sentido, pelo menos para o setor público.

Após testes, Suécia se divide

Testes com uma semana laboral de quatro dias e pagamento integral se realizaram na Suécia já em 2015. As conclusões, neste caso, foram bastante ambivalentes.

Políticos suecos de esquerda acharam a implementação um tanto cara. Já as microempresas gostaram da ideia e adotaram até mesmo a redução da carga horária. A companhia automobilística Toyota, por exemplo, já abreviou os turnos dos mecânicos cerca de dez anos anos atrás, e mantém essa política desde então.

Na Finlândia, alarme falso

Também a Finlândia ocupou por um breve tempo as manchetes internacionais com uma redução dramática das jornadas de trabalho foi a Finlândia. Consta que a intenção era introduzir tanto a semana de quatro dias quanto o jornada diária de seis horas. Entretanto, segundo o noticiário alemão Tagesschau, tratava-se de uma notícia equivocada, que o governo finlandês rapidamente retificou.

Espanha a caminho dos testes

Na Espanha, a semana de quatro dias foi proposta a pedido do partido de esquerda Mais País. Cerca de 6 mil funcionários de 200 pequenas e médias empresas poderão prolongar o fim de semana em um dia, com pagamento integral. O experimento está programado para durar pelo menos um ano, mas ainda não tem data para começar.

Alemanha, Nova Zelândia e Japão

Na Alemanha, são principalmente as pequenas start-ups que têm experimentado com a semana mais curta.

No Japão, grandes companhias, como a Microsoft, estão dando aos funcionários um fim de semana longo por mês.

Na Nova Zelândia, a multinacional de alimentos e produtos farmacêuticos Unilever está testando a semana de quatro dias com a mesma remuneração por cerca de um ano. Se o modelo tiver sucesso, a empresa planeja expandi-lo para outros países.

gb/av (DW,ots)

https://www.dw.com/pt-br/onde-o-sonho-da-semana-de-4-dias-de-trabalho-j%C3%A1-%C3%A9-realidade/a-60816500

Imagem ilustrativa:

 https://noomis.febraban.org.br/especialista/alessandra-montini/depois-do-coronavirus-o-mundo-sera-muito-mais-home-office

Médicos de Ontário podem prescrever tempo na natureza aos pacientes

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Médicos de Ontário podem prescrever tempo na natureza aos pacientes

 O site PaRx descreve apenas algumas das descobertas de centenas de estudos sobre os efeitos da natureza na saúde humana. São diversas: passar um tempo em uma área verde como um bosque diminui os níveis de hormônio do estresse em 15 minutos e reduz a inflamação em adultos com DPOC e o risco de infecções pulmonares. Aumentar o tempo na natureza também torna a pessoa menos propensa a desenvolver doenças cardíacas, pressão alta ou diabetes. Além disso, a natureza como terapia melhora o bem-estar psicológico dos pacientes com câncer e ativa as células que matam o tumor.

Para as crianças, o tempo na natureza aumenta a resiliência e diminui a ansiedade. Uma caminhada de 20 minutos no parque é comparável à medicação quando se trata de melhorar a concentração em crianças com TDAH4. Crianças com mais espaços verdes em seus bairros têm taxas mais baixas de asma e maiores pontuações em testes e taxas de graduação.

Em entrevista à Rádio CBC, a médica de família Melissa Lem disse que a natureza deve ser considerada o quarto pilar da saúde, além da alimentação, exercícios e sono, e que os governos devem designar os espaços verdes como parte essencial do sistema de saúde.

O site PaRx descreve apenas algumas das descobertas de centenas de estudos sobre os efeitos da natureza na saúde humana. São diversas: passar um tempo em uma área verde como um bosque diminui os níveis de hormônio do estresse em 15 minutos e reduz a inflamação em adultos com DPOC e o risco de infecções pulmonares. Aumentar o tempo na natureza também torna a pessoa menos propensa a desenvolver doenças cardíacas, pressão alta ou diabetes. Além disso, a natureza como terapia melhora o bem-estar psicológico dos pacientes com câncer e ativa as células que matam o tumor.

Para as crianças, o tempo na natureza aumenta a resiliência e diminui a ansiedade. Uma caminhada de 20 minutos no parque é comparável à medicação quando se trata de melhorar a concentração em crianças com TDAH4. Crianças com mais espaços verdes em seus bairros têm taxas mais baixas de asma e maiores pontuações em testes e taxas de graduação.

Indicar tempo na natureza em uma receita médica escrita, na verdade, é um truque psicológico, porque aumenta a probabilidade de as pessoas cumprirem a ordem. O site PaRx permite que os pacientes registrem seu tempo diário ao ar livre para que os médicos os revisem, oferecendo responsabilidades que geralmente ajudam a motivar.

Dr. Lem explicou que as prescrições naturais tendem a ser mais acessíveis e menos assustadoras para os pacientes do que as prescrições de exercícios, que são bastante comuns na comunidade médica. Os médicos são incentivados a escolher atividades ao ar livre que se encaixem facilmente na vida de seus pacientes, tanto física quanto geograficamente. Algumas dicas que o site dá:

– Escolha um lugar acessível e perto de casa. Mapeie áreas verdes no caminho do trabalho ou da escola onde você possa fazer uma pausa

– Recomende ajustes verdes em sua rotina regular: planeje uma visita com a família em um parque ou um treino cardiovascular em uma trilha, como caminhada ou corrida

– Identifique obstáculos e crie um plano. Qualquer pessoa pode aumentar o tempo que passa na natureza, não importa quais sejam suas habilidades físicas ou onde more

– Agende. Assim como uma consulta médica ou um encontro para o café, os pacientes têm maior probabilidade de cumprir um compromisso ao escrevê-lo

Esta é uma ótima ideia que Ontário tirou do exemplo da Colúmbia Britânica, implementado no final de 2020. É provável que se espalhe ainda mais. É viciante, e depois que você ajusta na sua vida, torna-se um hábito indispensável, que só acumula benefícios para a saúde.

Duas horas por semana, 20 minutos por dia. Essa é a quantidade de tempo na natureza que os médicos e outros profissionais de saúde em Ontário, Canadá, podem agora prescrever aos pacientes. É parte de uma nova iniciativa chamada Park Prescriptions, ou PaRx, que reconhece os tremendos benefícios à saúde que vêm do tempo passado na natureza.

https://gooutside.com.br/medicos-de-ontario-podem-prescrever-tempo-na-natureza-aos-pacientes/